terça-feira, dezembro 08, 2009

Ninguém me ouviu, pois não?

Ainda estou naquela fase do "só à chapada" de farejar o carro à lá cão quando o estaciono, para ver se tudo está nos conformes quando o deixo...e se tudo nos conformes está, quando ao pé dele chego no dia seguinte...

Muito à homem e muito à porco, a sujidade exterior não me perturba...e em tempo de chuva muito menos...

Agora o que me incomoda a potes são acumulações várias no courcovan* do Hydra-mobile!

Pois bem...deixei o carro parado debaixo de uma árvore overnight...quando matinalmente lá cheguei, o courcovan estava pejado de aglomerados caducifólios displicentemente caídos lá do alto...

Achei um despautério a indelicadeza da gravidade e prontamente em arremessos lá fui retirando os magotes de folhagem do plástico...

Tirei, tirei e tirei...e na minha senda neurótica e contrariada agarro num tufo castanho e contraio a mão em garra para o retirar da superfície...e na acção nevrótica do movimento apertado, sinto tensão no interior da mão e picadas várias...

- Mas que m*rda é esta? - Pensei eu, educadíssimo e de fino trato!

Abro então a mão para ver o que lá tinha...e quando afasto os dedos em estrela, revela-se uma mega aranha castanha envolta nas folhas...

Entrei em pânico!

Guinchei tão ininterruptamente e tão compenetrado como quem entoa uma quírie...e em tom tão elevado que todos os cães da zona me conseguiram ouvir....

Estaquei histriónico qual castrato no guincho e petrificado fiquei com a aranha na mão durante largos segundos...sem saber o que fazer, sem saber como reagir, sem saber que atitude tomar...e sempre em dó sustenido!

Num laivo diminuto de inteligência forçado à tona no meio do dramalhão, lá tive a genica de agitar bruscamente a mão em spidermanning** e atirar a aracno-nojice metros além...

Para salvar a honra do convento masculino, fui ao pé da aranha.... e muito à homem (urge-se repetir isto!) vociferei "put* dum c*brão" e zás...pus-lhe o pé em cima, e ouvi o crepitar do seu fim....som comparável a quem no silêncio saboreia uma tigela de chocapic....







*courcovan é aquela peça plástica, entre o vidro da frente e o capot, onde assentam os limpa-parabrisas.

**Não sejam porcos!

PS- Encarar as asneiras como pequenos apontamentos testosterónicos no texto.

13 Reacções:

pinguim disse...

Ri-me, mais com a Hydra descrição, do que propriamente com a situação; aliás (e isto é como as cerejas, a blogosfera), deste-me uma ideia para um futuro post de pânico automóvel. lá na minha chafarica...
Abraço amigo.

Individual(mente) disse...

Por culpa de um histérico, quem paga com a vida é uma pobre aranha inofensiva... tsss, tsss, tsss...

João disse...

LOLOL
Tou a ver primito que o carro ainda dá que fazer.

Kapikua disse...

hehehehe

Ninguém conta estórias como tu!!! :)

gostei dos apontamentos testosterónicos! :)

Grande abraço

divagacoesaoluar disse...

Conseguiste fazer-me rir ao contar que mataste um ser vivo!! A prova de como gosto da tua escrita :) Era mesmo necessário teres esborrachado a bicha?
Abraço

FigueiRita disse...

Caramba... então foi o teu grito que ouvi... Agora... não era necessário matar a pobre da aranha, já estava lá longe amore...

MrWolfeye disse...

Olá! então o teu carro? se precisares de algo n te eskeças, fala comigo ;)
e por falar nisso ve la se das noticias ;)
abraço

Fatima disse...

Hydra

Consegui visualizar o momento com nitidez graças à perfeita descrição do acontecimento.

Boa semana

Sinest3sico disse...

Eh eh eh! Muito bom! Isso soa tanto a uma reacção que eu também teria, mas nunca descrito desta forma, lol!
Abraço e cuidado com as amigas peludas! ;)

Gi disse...

Aposto que o aracnídeo deve ter sentido um alívio quando viu o seu fim. Irra, Hydra, tem-me maneiras, pá! :)

Kapitão Kaus disse...

Ai Hydra-Friend, eu estou a visualizar tudo, tudo mesmo!!! LOL

Ae:)

humming disse...

Nunca consigo comentar este blog, só me saem coisas à Tokio Hotel fan. Fica só o apontamento.

Rita disse...

ASASSÍNO!!!! Coitada da aranha, ela com certeza já estarva em estado catatónico depois de ter levado com os teus gritos, não havia necessidade...