terça-feira, julho 10, 2007

Ridendo castigat mores



Uma estrada sem fim se avoluma,
Se insinua até ao ocaso.
Era outrora destino na bruma,
Hoje em rota persegue um atraso.

Para trás avalio o que vejo,
Sem saber onde tal começou.
Para frente me cubro de pejo,
Em saber onde tal terminou.

Uma estrada alcatroada de histórias,
E que hoje se encontram de luto.
Pelas bermas se arrastam memórias,
Que ainda ontem vibravam em fruto.

Uma estrada que leva a um poço,
Tão cavado, tão negro e tão lasso.
E no fundo sentado no fosso,
O que hoje é um grande Palhaço!

3 Reacções:

Arion disse...

Muito bem. Por razões muito minhas prefiro a última quadra. Abraço!

Hydrargirum disse...

Obrigado Arion. Sim, a vida consegue ser um circo por vezes...Abraco!:)

Julio disse...

Achei mto bom. Mas, vendo atraves do q eu tenho como minha experiencia, somos estradas inacabadas, nao estradas infinitas. Digo "somos" pq eu tambem o sou. E achei mto interessante encontrar essa poesia qdo estou passando por essa situacao. Finalmente me percebo apenas sonho. Nenhuma acao. E nao gosto do q vejo. Como me parece q vc ja percebeu, tente fazer algo a respeito. Pequenas tarefas por vez me parece o melhor.
Posso estar completamente errado, mas eh o q acho.

Abraco.

Julio Arnhold